terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Menino do Pijama Listrado

A HISTÓRIA DE UMA AMIZADE NOS TEMPOS DE GUERRA

Hoje enfim, resolvi assistir o filme: “O Menino do Pijama Listrado” e revelei isso no twitter mais cedo, porém fui indagado por um amigo, que me questionava que o filme era antigo demais e que ele havia ficado impressionado por somente agora eu estivesse assistindo-o. Confesso, realmente nunca tinha assistido ao filme, mas me lembro bem de ter lido o livro ainda no colégio, acho que foi na quarta-série. Faz tempo viu ...

 A história é fantástica e imprevisível. O filme narra a vida de Bruno que tem oito anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Assim como "O Diarío de Anne Frank" "O Menino do Pijama Listrado" emociona e muito. A história é um ensinamento de amizade e inocência. A história ofusca toda a 2º Guerra Mundial. Não é um filme que conta somente os detalhes da guerra, e sim o drama sofrido por pessoas que participava diretamente e indiretamente dela. E isso dá todo um mérito a história.


Bruno é um garoto de apenas nove anos, que é obrigado a partir de Berlim, sua cidade natal e que vivia desde então para um lugar deserto. A única coisa possível de ser visualizada em volta era a estrada, e ao longe uma grande cerca. Bruno queria sair dali, mas a única coisa que sabia era que o trabalho de seu pai não deixava. O pai de Bruno era um oficial alemão nazista de alta hierarquia, subordinado imediatamente a Hitler, que nunca deixava o filho saber qual o seu verdadeiro serviço. A curiosidade de toda criança entra em cena. Bruno cansado de não fazer nada em casa, sai escondido para conhecer o que havia atrás daquela cerca distante. Lá conhece Shmuel, uma criança judia que tem a mesma idade. A amizade nascida entre eles é espontânea e essa é a principal lição da história.


Os diálogos são puros e inocentes, assim como a conversa de uma criança da mesma idade dos protagonistas. Juro que se eu continuar a escrever, vou acabar escrevendo spoiler. Vale a pena, se você quiser se emocionar é claro.

[...]

Como é possível extrair a poesia em meio ao caos e a dor? Como é possível enxergar a beleza no céu escuro e transformar um uniforme de campo de concentração nazista em pijama listrado?

Nada foi tão glorioso quando ver a Alemanha discursando sobre o racismo na copa do mundo, um país que levou milhões de pessoas à carnificina por causa da sua raça. Deveríamos viver para ver este dia chegar. Neste dia o pijama listrado foi eliminado das memórias, guardamos apenas a poesia e a inocência das crianças, e Bruno tornou-se de fato o maior explorador do mundo.


Assistam o filme para compreender esta metáfora. Veja o Trailer do filme:



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