A HISTÓRIA DE UM CÃO E SEU DONO
Era
Abril de 2008, mais precisamente no dia 28 de Abril de 2008, quando ele veio ao
mundo. Ele estava entre os irmãos, numa pequena caixa de papelão, ao lado estava a mãe
raivosa, tentava impedir minha aproximação. Dentre os irmãos, ele era o mais
magrinho, parecia que não ia vingar e que ia morrer de tão magro. Porém algo
inexplicável aconteceu, era ele, que eu queria. Não sei falar ao certo o porque,
mas assim se fez. Lembro que eu paguei 30 reais por ele. Porém não podia
levá-lo ainda, pois a mãe ainda estava o amamentando. Eu também estava muiiiito ocupado.
(Estava acampado numa fila de um show no mineirinho e por aqueles dias não
poderia cuidar tão bem dele). Dias depois, levei-o para casa. Logo nos
primeiros dias quase nem dormi, pois ele não me deixava pregar os olhos, fiz de tudo,
até colocar ele pra dormir junto comigo na minha cama eu coloquei, mas não resolveu.(Me
arrependo até hoje, pois ele viciou). Na verdade quando os filhotes são
separados da mãe e dos irmãos eles sentem muito, sente a falta do cheiro deles,
do calor, de tudo (deve mesmo ser muito triste essa separação).
Primeira foto do BUD
Ai, como de costume eu fui pesquisar na internet sobre o que fazer diante desses ‘acontecimentos caninos’. E aprendi uma coisa super interessante: os filhotes como já disse, sente à noite muito frio e por mais calor que esteja fazendo, eles raramente serão aquecidos, até que a pelagem tiver nascida por completa. Uma tática que funciona, é esquentar um pouco de água e colocar numa pequena garrafa plástica e envolvê-la num pano é tiro e queda, e a utilização de bixinhos de pelúcia também funciona e muito ... Voltando ao assunto, Bud foi crescendo e com isso destruindo tudo o que via pela frente, deve ter destruído uns vinte pares de chinelos, uns 10 tênis, fora outras coisa absurdas que eu recusava acreditar quando via triturada no chão. Um exemplo é controle remoto da minha tv, que tenho até hoje com a marca da mordia dele. Isso é normal, é por causa do nascimento dos dentes. Uma alternativa é comprar mordedores para cães disponíveis em todos os pet-shop’s. ;;;
Bud aos poucos foi conquistando seu espaço, e eu a cada
dia mais o amava muito. Ele é super dócil, acredito que ele pensa que é uma
criança, não tem cabimento, adoro sair correndo pelo quintal e sempre quer
ficar rodeado pelas crianças da minha família. Eu sei que sou uma pessoa que
acostumou muito mal o seu dog de estimação, por exemplo o Bud só come ração se
tiver pedaços de peito de frango no meio, ou alguma outra carne, senão tiver um
pedacinho de carne qualquer ele não come. Ele é um companheiro daqueles, que
entra comigo dentro do banheiro quando vou tomar banho e só sai de lá quando eu
saio. Outra coisa que pra mim não é algo errado é que ele dorme comigo na minha
cama, aliás, ele tem o canto dele, começa dormindo lá mas volta e meia acordo
com ele debaixo da minha coberta e com a cabeça num dos meus travesseiros.
Parece uma pessoa normal, um ser humano. É incrível, uma das coisas que ele e o dono mais gostam de
fazer é ‘dormir’ e é só falar: - Bud,
vamo dormir! que pronto lá vai ele correndo pro cantinho dele, ou pra minha
cama.
... Não sei explicar esse amor, de um ser humano, com um animal. É algo
impressionante o jeito que o Bud me recebe toda vez que chego em casa, quando
viajo então, é sinal que ele vai passar mal e vai ficar os dias todos tristes e
dentro do meu quarto, só saindo pra ir fazer suas necessidades no quintal. Isso
é outra coisa que admiro nele, raramente ele faz suas necessidades dentro de casa e
quando faz ele vai no banheiro e faz no ralo e quando isso acontece é geralmente de madrugada, ele tenta me acordar pra abrir a porta, mas quando desmaio de sono ele tem essa tática. Contando assim ninguém
acredita, mas quem convive comigo sabe. E isso eu nem ensinei a ele,
simplesmente ele foi aprendendo. Hoje eu posso afirmar que Bud é o meu melhor
companheiro e meu fiel amigo. Ninguém pode chegar perto de mim, se ameaçar me
bater, em tom de brincadeira, ele vira literalmente o ‘’bixo’’.
Hoje é
comemorado o dia mundial dos animais, li mais cedo que era exclusivamente do
cachorro, pois bem, como Bud representa tanto pra mim, essa foi a maneira que
eu achei para homenageá-lo. Aliás, ainda quero tatuar as patinhas dele em algum
lugar do meu corpo, um dia, quem sabe. Além do Bud, tenho ainda dois gatos, ooopz, aliás
três. O Cadú entrou nas nossas vidas no início do ano passado, um pouco antes
da nossa mudança de casa. Fomos olhar a atual casa que mora e
surpreendentemente ele já estava aqui, morava no quartinho dos fundos sozinho,
era lindo, com um olho azul. E pra nos deixar apaixonado de vez era a coisa mais dócil do mundo. Ficamos encantados e a dona que cuidava dele, nos deu de presente, o levamos naquele dia mesmo. Porém quis o destino que nos mudássemos pra
nossa atual casa e ele enfim voltou, ai apareceu o João Maurício, que não era a
mesma coisa do Cadú, nem deixar tocá-lo, ele deixava. Porém aos poucos também nos conquistou e volta e meia um outra gato preto aparece por aqui. Nem nome tem, mas nós cuidamos dele.
No final do ano aconteceu uma coisa horrível: o Cadú apareceu todo machucado, com um dos olhos para fora, uma cena terrível. Não sabemos ao certo o que aconteceu até hoje, mas segunda a veterinária, certamente foi um golpe que deram nele. Resultado: ele teve que ficar quase um m~es internado fez várias operações, quebrou o maxilar e infelizmente ficou cego, mas hoje ele está super bem, já adaptou a enxergar apenas com um olho... Volta e meia no facebook vemos fotos de animais maltratados, você certamente deve ser lembrar de uma foto onde alguns 'imbecis' seguravam algos gatos enforcados, eu me recuso a ver isso, mas é inevitável. Nessa semana outro caso que não dá para acreditar um homem, estuprou um cãozinho e ainda o maltratou até a morte. São casos que me dão nojo e pavor do ser humano. Como pode acontecer isso? maltrato de animais é crime e deve ser denunciado. Fica aqui minha homenagem, meu carinho e principalmente á todos os animais que assim como a gente, sofre, tem dor, e acima de tudo: os mais sinceros e profundos sentimentos.
Bud em clima de Natal






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